sábado, 16 de junho de 2012

Quase um cristão - John Wesley


Quase um Cristão


Pregado na Igreja de St. Mary, Oxford.
Diante da Universidade, 25 de Julho de 1741.
Por John Wesley

"Então, Agrippa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão" (Atos 26:28).


E muitos há que vão assim tão longe! Desde que a religião Cristã está, no mundo, tem havido muitos, de todas as épocas e nações, que foram quase persuadidos a serem cristãos. Mas, visto que não traz proveito algum diante de Deus, ir apenas até aí, é de grande importância considerarmos o que significa ser um cristão completo.

1. Primeiro, está implícito a honestidade pagã. Ninguém, eu suponho, irá fazer alguma pergunta sobre isso; especialmente, porque, por honestidade pagã, eu quero dizer, não apenas o que está recomendado, nos escritos dos seus filósofos, mas aquilo que os pagãos comuns esperam uns dos outros, e muitos deles, atualmente, praticam. Através da honestidade pagã, eles foram ensinados que não deveriam ser injustos; levando embora os bens de seu próximo, tanto roubando como furtando; que não deveriam oprimir o pobre, usando de extorsão, em direção a qualquer um; que não deveriam ludibriar, ou fraudar, o pobre ou o rico, em qualquer que seja o comércio, que tiveram; defraudando de homem algum seu direito; e, se possível, não tendo dívidas para com algum deles.

2. Novamente: Os pagãos comuns tinham consideração com a verdade e com a justiça, mantendo, na abominação, os que estavam em perjuro, e que chamaram a Deus para testemunhar uma mentira; assim como o caluniador do próximo, que falsamente acusou algum homem; atribuindo aos mentirosos voluntariosos, de qualquer espécie, a desgraça da raça humana, e as pestes da sociedade.

3. E, ainda: Existia uma forma de amor e assistência, que eles esperavam uns dos outros, sem preconceito, e que se estenderam, não apenas, àqueles pequenos préstimos de benevolência, que são executados, sem qualquer despesa ou trabalho, mas, igualmente, para alimentar o faminto, se eles tivessem comida de sobra; vestir o desnudo, com suas próprias vestimentas supérfluas; e, em geral, dando, a qualquer que necessitasse, aquilo que eles não necessitaram para si mesmos. Assim sendo, resumidamente, a honestidade pagã veio a ser; a primeira condição que implica em se ser quase um cristão.

4. Uma Segunda coisa implícita, é ter uma forma de santidade; aquela santidade que é prescrita no Evangelho de Cristo; e que tem a aparência de um cristão verdadeiro. Mesmo porque, o quase cristão não faz aquilo que o Evangelho proíbe. Ele não toma o nome de Deus em vão; ele abençoa, e não amaldiçoa; ele não jura, afinal, mas sua comunicação é, sim, sim; não, não. Ele não profana o dia do Senhor, não suporta que ele seja profanado, mesmo por estranhos que estejam em suas reuniões.  Ele não apenas evita todo adultério efetivo, fornicação, e impurezas, mas todas as palavras, olhares, que, direta ou indiretamente, tende a isso; e mais ainda, toda palavra vã, abstendo-se tanto da difamação, quanto da maledicência, fofoca, e de toda "conversa tola e sarcástica"; uma espécie de virtude, nos preceitos moralistas pagãos; resumidamente, de toda a conversa que não é "boa para o uso da edificação" e que, conseqüentemente, "aflige o Espírito Santo de Deus, por meio do qual, nós fomos lacrados para o dia da redenção".

5. Ele se abstém de "vinho, em excesso", de farra e comilança. Ele evita, o quanto pode, de se colocar, em todo tipo de discussão e contenda, continuamente, esforçando-se para viver, pacificamente, com todos os homens. E, se ele sofre algum dano, ele não se vinga, nem paga o mal com o mal. Ele não diz insultos, não é briguento, e nem escarnecedor, seja nas faltas ou nas fraquezas de seu próximo. Ele, de boa-vontade, não erra, machuca, ou aflige qualquer homem; mas, em todas as coisas, age e fala por aquela regra clara: "não faze ao outro, o que não queres que façam a ti".   

6. E em fazendo o bem, ele não se limita aos préstimos baratos e fáceis da benevolência, mas trabalha e sofre, para o proveito de muitos, para que, por todos meios, ele possa ajudar a alguém. A despeito da luta ou da dor, "o que quer que suas mãos encontrem o que fazer, ele faz, com toda sua força", não importa, se para amigos ou para inimigos, para o mal ou para o bom. Porque, não sendo "indolente", nisso, ou em suas "tarefas", quando ele "tem oportunidade", ele faz o "bem"; todas as formas de bem, "a todos os homens", para suas almas, tanto quanto para seus corpos. Ele reprova o mal, instrui o ignorante, fortalece o irresoluto, estimula o bom, e conforta o aflito. Ele trabalha para acordar aqueles que dormem; para conduzir, aqueles que Deus já tem acordado, para a "fonte aberta para o pecado e para a impureza", para que possam lavar-se, nela, e tornar-se limpos; e para encorajar aqueles que são salvos, através da fé, a adornar o Evangelho de Cristo em todas as coisas.

7. Ele que tem a aparência da santidade, usa também os meios da graça; sim, todos eles, e em todas as oportunidades. Ele, constantemente, freqüenta a casa de Deus; e isto, não da maneira como alguns fazem, que vêm, à presença do Mais Alto, carregado com ouro e vestuário caro, ou, com toda a vaidade ostentosa, no se vestir; bem como, por suas cortesias inoportunas, uns para com os outros, ou pela alegria impertinente de seu comportamento, repudiando todas as pretensões infantis que ele forme, tanto quanto, para o poder da religiosidade deles. Haveria para Deus, ninguém, entre nós, que não tenha caído na mesma condenação? Que tenha entrado, nessa casa, e que, tenha olhado em volta, com todos os sinais da mais apática e descuidada indiferença, embora, algumas vezes, possa parecer usar a oração a Deus, para suas bênçãos, naquilo que esperam; que, durante todo o serviço maravilhoso, estão dormindo, ou reclinados, na postura mais conveniente para isso; ou, quando supõe que Deus esteja dormindo, falando uns com os outros, ou espiando ao redor, como, extremamente, isentos de qualquer ocupação? Nem esses podem ser acusados de aparência de santidade. Não! Aquele que tem mesmo isso se comporta, com seriedade e atenção, em todas as partes do serviço solene. Mais, especialmente, quando ele vem à mesa do Senhor, não é com um comportamento leviano e descuidado, mas com a aparência, gestos, e conduta, que falam nada mais do que "Deus, seja misericordioso comigo, que sou um pecador!".

8. Para isso, se acrescentarmos o uso constante da oração familiar, por aqueles que são os chefes das famílias, e reservando um tempo, para os endereçamentos privados a Deus, com uma seriedade diária de comportamento; ele que, uniformemente, pratica essa religião exterior, tem a aparência de santidade. Necessitando de apenas uma coisa, com o objetivo de se ser quase cristão, a sinceridade. 

9. Por sinceridade, eu quero dizer, um princípio religioso real, e interno, de onde, essas ações exteriores fluem. E, realmente, se nós não temos isso, nós não temos a honestidade pagã; não, nem tanto dela, como para responder a discussão do poeta epicurista (dado aos prazeres da vida). Mesmo esse pobre patife, em seus intervalos de sobriedade, é capaz de testificar que:

Os homens de bem evitam o pecado de amar a probidade;
Os homens perniciosos, o pecado do medo da punição.

Assim sendo, se algum homem deixa de praticar o mal, para evitar a punição, a perda de seus amigos, seu ganho, ou sua reputação, deveria, igualmente, fazer sempre o bem, usando de todos os meios da graça. Ainda assim, mesmo não praticando o mal e fazendo sempre o bem, não é possível assegurar que esse homem é mesmo quase um cristão, porque, se ele não tiver princípio melhor, em seu coração, ele será apenas um hipócrita!

10. Sinceridade, por conseguinte, está, necessariamente, comprometida, em se ser quase um cristão; o objetivo real de servir a Deus, um desejo ardente de fazer a Sua vontade. Necessariamente, implica, que um homem tem uma idéia sincera de agradar a Deus, em todas as coisas; em todas as suas conversas; em todas as suas ações; em tudo que ele faz; ou deixa sem fazer. Esse objetivo, se algum homem for quase um cristão, segue através de todo o teor de sua vida. Esse é o princípio propulsor, em fazer o bem, e abster-se do mal, e usando as ordenanças de Deus. 

11. Mas aqui, deverá, provavelmente, ser inquirido, "É possível que algum homem possa chegar, tão longe, e, não obstante, ser alguém quase cristão? Quanto mais é necessário para que ele seja um completo cristão?". Em primeiro lugar, eu respondo que alguém pode ir, até mais longe, e ainda assim, ser apenas um quase cristão.

12. Irmãos, grande é "minha audácia, com respeito a vocês, nesse interesse". E "perdoem-me esse erro", se eu declaro minha insensatez no que anuncio publicamente, para por causa de vocês e do Evangelho. Sujeito-me, então, a falar, livremente de mim mesmo, exatamente como de outro homem. Eu estou contente em ser humilhado, para que vocês sejam exaltados, e para ainda mais desprezível para a glória do meu Senhor.  

13. Eu tenho ido assim, tão longe, por muitos anos, como muitos desses lugares podem testificar; usando diligência para evitar todo o mal, e ter uma consciência isenta de ofensa; resgatando o tempo; e, em toda oportunidade, fazendo todo o bem a todos os homens; constantemente e cuidadosamente, usando todos os meios públicos e todos os meios privados da graça; esforçando-me, na busca de uma sinceridade firme de comportamento, todo o tempo, e em todos os lugares; e, Deus é meu testemunho, diante de quem eu permaneço, fazendo tudo isso, com sinceridade; tendo um desígnio real de servir a Deus; um desejo ardente de fazer todas as suas vontades; para agradar a Ele que tem me chamado para "lutar uma boa luta", e para "assegurar a vida eterna". Ainda assim, minha própria consciência testemunha, no Espírito Santo, que todo esse tempo, eu tenho sido, a não ser um quase cristão. 

Se for inquirido: "O que mais é necessário, além disso, para que se seja um cristão completo?". Eu repondo:

(1) O amor a Deus. Porque assim diz sua palavra: "Você irá amar o Senhor seu Deus, com todo seu coração, com toda sua alma, com toda sua mente, e com toda sua força". Tal amor é esse, como que se apoderando de todo o coração; como acolhendo todas as afecções; como preenchendo a capacidade total da alma, e empregando a mais extrema extensão de todas as suas faculdades. Ele que assim ama o Senhor seu Deus, seu espírito, continuamente, "regozija-se em seu Deus Salvador". Seu deleite está no Senhor; seu Senhor e seu Tudo, a quem "em tudo dá graças. Todo seu desejo está no Senhor, e para a lembrança do seu nome". Seu coração está sempre clamando: "Quem mais eu tenho no céu, a não ser a ti? E não há ninguém sobre a terra que eu deseje além de ti". Realmente, o que mais ele deve desejar além de Deus? Não o mundo, ou as coisas do mundo: Porque ele está "crucificado para o mundo, e o mundo crucificado nele". Ele está crucificado para "o desejo da carne, o desejo do olho, e o orgulho da vida". Sim, ele está morto para o orgulho de toda a sorte: Porque "o amor não se ensoberbece"; mas "ele que habita no amor, habita em Deus, e Deus nele", é menos do que nada, para seus próprios olhos.

(2) O amor ao próximo. Para isso diz nosso Senhor, nas seguintes palavras: "deves amar o teu próximo, como a ti mesmo". Se algum homem perguntar: "Quem é o meu próximo?" Nós respondemos: todos os homens do mundo; todos os filhos Dele que é o Pai de todos os espíritos de toda a carne. Nem nós podemos excluir nossos inimigos, ou os inimigos de Deus e suas próprias almas. Mas todo cristão ama esses também, como a si mesmo. Sim! "Como Cristo nos amou!". Ele que gostaria de entender, mais completamente, que espécie de amor é esse, podemos considerar a descrição de Paulo, sobre ele: "O amor é paciente e benigno". "O amor não arde em ciúmes ou inveja, e não se ufana". "O amor não se ensoberbece"; mas faz aquele que ama, o menor, o servo de todos. "Não se conduz inconvenientemente"; mas torna-se "todas as coisas para todos os homens". "Não procura o seu interesse"; mas o que é bom dos outros, para que eles possam ser salvos. "Não se exaspera"; ele atira fora a ira. "Não se ressente do mal. Ele não se alegra com a injustiça, mas regozija-se na verdade. Ele protege todas as coisas; acredita em todas as coisas; espera todas as coisas; suporta todas as coisas".

(3) Existe ainda uma coisa mais que pode ser, separadamente, considerada; embora, ela não possa, atualmente, ser separada da precedente, na qual está subtendido ser um cristão completo; e que é o alicerce de todas elas, mesmo da fé. "Todo aquele", diz o amado discípulo, "que acredita que é nascido de Deus". "Para tantos quantos o receberam, deu o poder de se tornarem filhos de Deus; até mesmo aqueles que acreditam em seu nome". E, "Essa é a vitória que supera o mundo, mesmo a nossa fé". Sim, nosso Senhor declara: "Ele que acredita no Filho, tem a vida eterna; e não é condenado, mas passa, da morte, para a vida".

(4) Mas que homem algum iluda a sua própria alma. "Deve ser notado, diligentemente, que a fé, a qual não conduz ao arrependimento, ao amor, e todas as boas obras, não é aquela fé viva e justa, mas é a fé morta e diabólica. Porque mesmo os demônios acreditam que Cristo tenha nascido de uma virgem; que ele forjou todas as formas de milagres, declarando a si mesmo, verdadeiramente, Deus; que, por nossa causa, ele sofreu a maioria das dores da morte, para nos redimir da morte eterna; que ele se ergueu, no terceiro dia; que ele ascendeu aos céus; e senta-se, à direita, do Pai, e que, no fim dos tempos, voltará para julgar os vivos e os mortos. Esses artigos de nossa fé, eles acreditam, e, igualmente, em tudo que está escrito no Velho e Novo Testamento. Mas, ainda, apesar de terem toda essa fé, ainda assim, eles não são mais nada, do que demônios. Eles permanecem, ainda, na condição abominável deles, necessitados da verdadeira fé cristã".

(5) A fé cristã, correta e verdadeira (para usar as palavras de nossa própria igreja), "não é aquela que nos faz acreditar nas Escrituras Sagradas, e nos artigos de nossa fé, como verdadeiros, mas é aquela que, além disso, nos traz a confiança e segurança de sermos salvos da condenação eterna, através de Cristo. Essa é a verdadeira crença e confiança, a qual o homem tem em Deus; a de que, pelos méritos de Cristo, seus pecados foram perdoados, que ele está reconciliado, para o favor de Deus; a respeito de quem, ele segue, com o coração afetuoso, para obedecer a seus mandamentos".

(6) Agora, quem quer que tenha essa fé, que "purifica o coração (pelo poder de Deus, que habita nele), do orgulho, da ira, do desejo, de toda iniqüidade; de toda impureza da carne e espírito"; e que o preenche, com o amor mais forte que a morte, tanto para com Deus, como para com toda a humanidade; amor que realiza as boas obras de Deus, glorificando, para despender-se e consumir-se por todos os seres humanos, e que suporta, com alegria, não apenas a repreensão de Cristo, que o homem escarneceu, desprezou e odiou, acima de todos os homens; mas tudo quanto a sabedoria de Deus permita à malícia dos homens, ou dos demônios impor; quem quer que tenha essa fé, operando, assim, por amor, não é alguém que é quase, mas alguém que é um cristão completo!

(7) Mas, quais são os testemunhos vivos dessas coisas? Eu imploro a vocês, irmãos, como na presença desse Deus, diante de quem "inferno e destruição estão sem cobertura; quanto mais os corações dos filhos dos homens"; que cada um de vocês possa perguntar a seu próprio coração: "Eu faço parte desse número? Eu tenho praticado justiça, misericórdia, verdade, e mesmo as regras que a honestidade pagã requer? Se for assim, eu tenho o perfil verdadeiro de um cristão? A aparência da santidade? Eu me abstenho do mal; de tudo o que é proibido, nas palavras escritas de Deus? Eu realizo tudo aquilo que está ao alcance de minhas mãos, com todas as minhas forças? Eu seriamente uso as ordenanças de Deus, em todas as oportunidades? E, tudo isso é feito com o desígnio e desejo mais sinceros, para agradar a Deus, em todas as coisas".

(8) Existem muitos de vocês, conscientes, de que vocês nunca chegaram tão longe; que vocês não têm sido, nem mesmo quase cristãos; que vocês não têm chegado ao modelo da honestidade pagã; pelo menos, não para a aparência da santidade cristã? Muito menos, tem Deus visto sinceridade em vocês; o objetivo real de agradá-lo, em todas as coisas! Vocês nunca pretenderam, a esse tanto, devotar todas as suas palavras, obras, seus trabalhos, estudos, diversões para a glória Dele. Vocês, nem mesmo, designaram ou desejaram que o que quer que vocês façam, seja feito "em nome do Senhor Jesus", e que, como tal, constitua-se "em um sacrifício espiritual, aceitável para Deus, através de Cristo". 

(9) Mas, supondo que vocês tenham conseguido isso...  Os bons objetivos e desejos fazem um cristão? De maneira alguma! A menos que eles sejam trazidos para os bons efeitos. "O inferno é assoalhado", diz alguém, "com boas intenções". A grande questão de todas, então, ainda permanece. Tem o amor a Deus espalhado-se para fora, dos seus corações? Vocês têm clamado alto: "Meu Deus, e meu Tudo?". Vocês desejam alguma coisa, a não ser ele? Vocês estão felizes em Deus? Ele é a glória de vocês, e seu deleite, sua coroa de regozijo? E esse mandamento está escrito em seus corações, "Que ele que ama a Deus, deve amar também o seu irmão?" E vocês amam a seu próximo, como a si mesmos? Vocês, então, amam todos os homens, mesmo os inimigos, e os inimigos de Deus, como as suas próprias almas? Como Cristo tem amado vocês? Sim, vocês acreditam que Cristo os amou, e deu a si mesmo por vocês? Vocês têm fé no sangue Dele? Acreditam que o Cordeiro de Deus tirou fora os seus pecados, e os jogou, como uma pedra dentro das profundezas do mar? Que ele tem apagado os manuscritos que havia contra vocês, tirando-os fora do caminho, pregando-nos na sua cruz? Vocês têm, realmente, a redenção através de seu sangue, mesmo a remissão de seus pecados? E seu Espírito tem sido testemunho com o espírito de vocês de que vocês são filhos de Deus?  

(10) Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que agora se situa no meio de nós, sabe que, se algum homem morrer, sem essa fé e esse amor, melhor seria para ele nunca ter nascido. Acorda, então, tu que dormes, e clama pelo teu Deus: Chama-o, enquanto Ele ainda pode ser encontrado. Que ele não tenha descanso, até que faça "sua santidade passar diante de ti"; até que proclame em ti o nome do Senhor: "O Senhor; O Senhor Deus, misericordioso e gracioso, longânime, e abundante na santidade e verdade; mantendo misericórdia, por ti; perdoando a iniqüidade, a transgressão e o pecado". Não deixa homem algum te persuadir, por meio de palavras vãs; a descansar um pouco daquele prêmio do teu grande chamado. Mas clama a ele, dia e noite; àquele que, "enquanto nós estávamos sem forças, morreu pelo descrente; até que tu saibas em quem deves acreditar, e possas dizer: Meu Senhor, e meu Deus!" Lembra-te "sempre de orar, e não desfalece", até que ergas as tuas mãos, para os céus, e declares a Ele que vive para sempre e sempre, "Senhor, tu que sabes todas as coisas, sabes que eu amo a ti!".

(11) Que possamos todos assim experimentar o que é ser, não apenas um quase cristão, mas um cristão completo, estando justificados gratuitamente pela Sua graça, através da redenção que está em Jesus; sabendo que nós temos paz com Deus, por meio de Jesus Cristo, regozijando-nos na esperança da glória de Deus; e tendo o amor de Deus, espalhado, por todos os lados, em nossos corações, pelo Espírito Santo, dado a nós!



sábado, 2 de junho de 2012

No facebook

                           

    Quero compartilhar aqui, com todos os leitores do Evangelho do Reino, minha página no facebook, a qual batizei de Boas Palavras, com a finalidade de levar mensagens edificantes através dessa rede social de nível mundial, o que nos possibilita um alcance de muitas vidas, que talvez não se deixariam ser alcançadas  de outras formas. Sei que é da vontade de Deus que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. 1Tm.2:4 e sei também que, tudo que eu vier a fazer, nunca será nada, quando comparado ao que Ele Fez por mim. Logo, levar a boa mensagem, seja da forma como for, vem a ser uma obrigação de todo aquele que fora alcançado por tamanha graça. Como disse Paulo:

"Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho." 1Co.9:16

domingo, 25 de março de 2012

Jesus x religião

                         

    Penso que seja importante assistirmos a este vídeo: Jesus x religião, porque de fato, muitas pessoas tem colocado a religião, denominação, ou a placa da sua igreja acima da Graça e do Amor de Cristo pela humanidade, cometendo a injustiça de julgar, denegrir e diminuir um irmão por questões doutrinárias, quando, na verdade, não devemos julgar nada antes do tempo, como está escrito: Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha O Senhor, ... O Qual manifestará os desígnios dos corações. 1Co.4:5 E também: Se nós julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados. 1Co.11:31 
   Logo, devemos nos libertar de qualquer forma de religião ou qualquer outra coisa, que venha a nos reprovar diante de DEUS, uma vez que foi da Sua Boa Vontade que Seu Filho Se Entregasse por nós, a fim de que, todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Jo.3:16  Pois, por preço fostes comprados; não vos torneis escravos de homens. 1Co.7:23

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Quando o inimigo ganha o púlpito


   Queridos,  rogo-vos  pelo  amor  de  DEUS em Cristo Jesus, que busqueis com todas as forças o entendimento que vem do Senhor, por Meio do Seu Espírito, para identificar os dardos inflamados do maligno, que se passando por homens de DEUS, assassina por meio de palavras aqueles buscam a misericórdia a o perdão do Senhor. 
     É entendido entre nós (que professamos a fé em Cristo: O Filho de DEUS dado em sacrifício pelos nossos pecados) que DEUS não faz acepção de pessoas, antes, todos que crêem que Jesus Veio Em carne e Morreu pelos nossos pecados, Lhe são aceitáveis. Pois assim lemos na Poderosa Palavra: Todo aquele que O Pai Me dá, esse virá a Mim; e o que vem a Mim, de modo nenhum o Lançarei fora. Jo.6:37 E mais: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Jo.7:37 Como podemos ver, o Senhor Está a chamar. Seu convite está de pé para TODOS que crerem; mas o inimigo tem usado pessoas para impedir que os sedentos tenham acesso a Água Viva.          
   Outrora,  quando eu ainda  era “novo na fé”,  assistia  muitos DVD’s de renomados pregadores, a fim de me edificar no conhecimento da Palavra de DEUS, mas à medida que fui crescendo na fé e no conhecimento do Profundo Amor de DEUS na Pessoa de Cristo (pela leitura da Bíblia), logo me caíram às escamas que me cegavam os olhos, e parte desses materiais, que antes me eram referencias, descobri que não tinham parte com DEUS. Não tinham parte com DEUS no seguinte aspecto: Os pregadores, que eram referencias nas prateleiras das locadoras de vídeo, que conduziam os cultos de “avivamentos”, na maioria das pregações gritavam em alto e bom som: “Queima essa múmia morta que está do seu lado!” e também: “Queima esses olhos secos do seu lado! E se ele não gostou que procure um cemitério!”  Essas palavras me deixaram aterrorizado. Eu não vejo isso quando leio sobre meu Jesus. Ele Emanava Amor, Compaixão, Graça e Solidariedade. Ele Tocava os leprosos e Perdoava as prostitutas arrependidas. Ele nunca Deixou escapar uma oportunidade para Amar. Todos que se chegavam a Ele eram constrangidos pelo Seu indizível Amor.
    Como pode, homens que se dizem “ministros do evangelho” proceder dessa maneira tão contrária ao evangelho de Cristo?! Será que eles não sabem que Jesus Morreu por aquela “múmia”?! Será que eles não sabem que aqueles “olhos secos” que mesmo não estando pulando, chorando ou gritando, podem ser cheios do Espírito Santo, e se forem, eles estão blasfemando contra o Espírito?! Será que eles não percebem que o teor dessas palavras podem assassinar uma pessoa psicologicamente, e levá-la a outros lugares para encontrar o acolhimento que lá não encontrou?! Para encontrar o amor que lá não lhe ofereceram?! Certamente, se a igreja não acolhe quem procura uma saída, o diabo acolherá; e “aqueles” que, se dizem “ministros do evangelho” responderão por essa alma.
   Queridos, Jesus nos deixou bem claro, que conheceríamos os Seus discípulos pela demonstração do amor de uns para com os outros. (João 13:35) Logo, já não sou eu quem diz, mas A Palavra Daquele, A Quem todas as coisas estão sujeitas debaixo dos Seu Pés, e que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento.
    Meu apelo é para que não nos tornemos cúmplices de obras malignas, de palavras venenosas procedente das trevas, e sim que possamos nos revestir do amor de Cristo, Que Morreu para que TODOS que crêem tivessem o direito a vida eterna; sabendo que DEUS É Quem Julgará os corações, mediante a fé em Cristo e o amor para com o próximo, porque Segundo Jesus Cristo, o fundamento permanece tendo este selo: Amar a DEUS sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos. (Marcos 13:28-31) Lembrando sempre de que a boca fala do que está cheio o coração, e como disse Jesus: Aquele que chamar de tolo a um irmão, estará sujeito ao inferno de fogo. Mt.5:22  Portanto, muitos se passando por sábios, tornaram-se loucos, por ignorar o conhecimento do Amor de DEUS Na Pessoa de Cristo Jesus.

     E, por haverem desprezado o conhecimento de DEUS, O Próprio DEUS os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de DEUS, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de DEUS, de que são possíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem. Rm.1:28-32 


domingo, 22 de janeiro de 2012

A Ponte

                        

    Queridos, quando assisti e assisto a este vídeo, confesso que não sei explicar o sentimento que me ocorre e repercute dentro de mim; não consigo identificá-lo. É como uma profunda tristeza sufocada por um pouco de revolta. Realmente não sei! O que sei, é que somente Um DEUS poderia ter tal atitude. Assistam ao vídeo, ele nos dá (ainda que vagamente) uma idéia do incomensurável Amor de DEUS pela humanidade, na Pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, Que É A Única Ponte entre DEUS e os homens.

    E Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua Alma e Ficará satisfeito; O Meu Servo, O Justo, com O Seu Conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles Levará sobre Si. Isaías 53:11 


 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A parábola dos trabalhadores néscios

                                     

   Certo Senhor, sendo poderoso na terra por ser homem de muitas posses, comprou uma grande quantidade de terras numa cidade vizinha, com a intenção de ampliar suas plantações; após ter separado todas as sementes, chamou dez de Seus servos e os destinou, com mantimentos, para a tal cidade, a fim de lavrar e semear imediatamente nas terras que havia comprado.
   Estes servos, depois de alguns dias de trabalho árduo, pegando parte do dinheiro que lhes fora dado para as despesas, foram num certo estabelecimento naquela cidade, onde, depois de terem bebido muito, altercaram com alguns homens que estavam ali, causando um grande dano àquele lugar, e conseqüentemente acabaram sendo lançados na prisão.
   Logo o delegado, sabendo que o Senhor daqueles homens era homem justo e poderoso na terra, enviou-lhe uma carta relatando todo o acontecido, já solicitando a restituição das coisas por eles danificadas e o valor da fiança para a futura libertação de Seus servos.
   O Senhor daqueles trabalhadores, sabendo do ocorrido e sendo homem justo e poderoso na terra, chamou Seu Filho e Lhe expôs tudo o que havia acontecido; O Filho, imediatamente pegou dos seus cavalos o melhor, e, de prontidão disse ao Pai que pagaria, não somente a fiança, como também restituiria por todos os danos que pelos Seus servos haviam sido causados.
  Passados alguns dias, O Filho daquele Senhor, com seu bom cavalo, chegou a tal cidade, dirigindo-Se imediatamente até a prisão, onde restituiu o valor de todas as coisas, assim como a fiança para a libertação dos trabalhadores de Seu Pai. Tendo O Filho pago ao delegado o preço de todas as coisas, aguardava ansioso pelos servos de Seu Pai em frente à prisão; então, estes, após serem libertados, regozijando a liberdade, saíram eufóricos para ver quem da casa de Seu Senhor havia pagado o preço da fiança; e, deparando-se eles com O Filho do Seu Senhor, correram em direção a Ele, passaram todos por Ele e prostraram-se aos pés do cavalo e o adoraram. Assim, os trabalhadores néscios, passaram a venerar o cavalo, dedicando ao animal maior honra do que Ao Filho e Seu Pai.
   Logo O Filho, chocado com tamanha ingratidão e tendo toda a autoridade e credibilidade da parte de Seu Pai, assim como o poder, não somente de libertá-los como também de devolvê-los a prisão, ordenou ao delegado que os lançassem de volta ao cárcere; e assim, aqueles trabalhadores néscios permaneceram sob suas condenações e não sairão dali até pagarem a ultima moeda.

  Éh, eu sei... Parece ridículo não é? Mas essa parábola ilustra muito bem a maneira como muitas pessoas tem interpretado o plano da salvação, adorando e venerando os meios (quem lê entenda) que DEUS usou para trazer Seu Filho ao mundo, e tributando a esses meios, maior honra do que Ao Pai e Ao Seu Filho, O Qual Se sacrificou pelos nossos pecados, pagando na cruz o preço da nossa condenação. Por isso, O Pai conferiu Ao Filho TODA Autoridade nos Céus e na Terra, e, em nenhum outro nome há Salvação, se não Em Jesus Cristo.

  E não há salvação em nenhum outro: porque debaixo do Céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. Atos 4:12

  No principio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS. Ele estava no principio com DEUS. Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. João 1:1, 2 e 3

  Pelo que também DEUS O exaltou sobremaneira e Lhe deu O Nome que está Acima de todo nome, para que Ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, nos Céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo É O Senhor, para a Glória de DEUS Pai. Filipenses 2:9, 10 e 11

  Aquele que crê No Filho de DEUS tem em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a DEUS o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que DEUS dá acerca do Seu Filho. E o testemunho é este: que DEUS nos deu a vida eterna; e esta vida está No Seu Filho. 1João 5:10 e 11

  Eu Sou O Primeiro e O Último e Aquele que vive; Estive morto, mas eis que Estou Vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. Apocalipse 1:17 e 18

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Você está revestido de poder? - Paul Washer

Refletindo sobre o cristianismo...


A segunda perseguição, sob Trajano, 108 d.C.
Na terceira perseguição, Plínio o Jovem, homem erudito e famoso, vendo a lamentável matança de cristãos, e movido por ela à compaixão, escreveu a Trajano, comunicando-lhe que havia muitos milhares deles que eram mortos a diário, que não tinham feito nada contrário à lei de Roma, motivo pelo qual não mereciam perseguição. "Tudo o que eles contavam acerca de seu crime ou erro (como deva chamar-se) só consistia nisto: que costumavam reunir-se em determinado dia antes do amanhecer, e repetirem juntos uma oração composta de honra de Cristo como Deus, e em comprometer-se por obrigação não certamente a cometer maldade alguma, senão ao contrário, a nunca cometer furtos, roubos ou adultério, a nunca falsear a palavra, a nunca defraudar ninguém; depois do qual era costume separar-se, e voltar a reunir-se depois para participar em comum de uma comida inocente".
Nesta perseguição sofreram o bem-aventurado mártir Inácio, quem é tido em grande reverência entre muitos. Este Inácio tinha sido designado para o bispado de Antioquia, seguindo a Pedro na sucessão. Alguns dizem que ao ser enviado da Síria para a Roma, porque professava a Cristo, foi entregue às feras para ser devorado. Também se diz dele que quando passou pela Ásia (a atual Turquia), estando sob o mais estrito cuidado de seus guardiões, fortaleceu e confirmou as igrejas por todas as cidades por onde passava, tanto com suas exortações como predicando a Palavra de Deus. Assim, tendo negado a Esmirna, escreveu à Igreja de Roma, exortando-os para que não empregassem médio algum para libertá-lo de seu martírio, não fosse que o privassem daquilo que mais anelava e esperava. "Agora começo a ser um discípulo. nada me importa das coisas visíveis ou invisíveis, para poder somente ganhar a Cristo. Que o fogo e a cruz, que manadas de bestas selvagens, que a ruptura dos ossos e a dilaceração de todo o corpo, e que toda a malícia do diabo venham sobre mim; assim seja, se só puder ganhar a Cristo Jesus!". E inclusive quando foi sentenciado a ser lançado às feras, tal era o ardente desejo que tinha de padecer, que dizia, cada vez que ouvia rugir os leões: "Sou o trigo de Cristo; vou ser moído com os dentes de feras selvagens para que possa ser achado pão puro".
Adriano, o sucessor de Trajano, prosseguiu esta terceira perseguição com tanta severidade como seu antecessor. Por volta desta época foram martirizados Alexandre, bispo de Roma, e seus dois diáconos; também Quirino e Hermes, com suas famílias; Zeno, um nobre romano, e por volta de outros dez mil cristãos.
Muitos foram crucificados no Monte Ararate, coroados de espinhos, sendo traspassados com lanças, em imitação da paixão de Cristo. Eustáquio, um valoroso comandante romano, com muitos êxitos militares, recebeu a ordem de parte do imperador de unir-se a um sacrifício idólatra para celebrar algumas de suas próprias vitórias. Porém sua fé (pois era cristão de coração) era tanto maior que sua vaidade, que recusou nobremente. Enfurecido por esta negativa, o ingrato imperador esqueceu os serviços deste destro comandante, e ordenou seu martírio e o de toda sua família.
No martírio de Faustines e Jovitas, que eram irmãos e cidadãos de Bréscia, tantos foram seus padecimentos e tão grande sua paciência, que Calocério, um pagão, contemplando-os, ficou absorto de admiração e exclamou, num arrebato: "Grande é o Deus dos cristãos!", pelo qual foi preso e foi-lhe feito sofrer parelha sorte.   (O livro dos Mártires, John Fox)

Queridos, foi movido e comovido pelo espirito do cristianismo primitivo, que me pareceu oportuno registrar aqui parte desse material de John Fox. Essa foi  apenas uma pequena amostra da opressão sofrida pelos cristãos por longos e longos séculos de martírio, afim de que, nós, que professamos a fé em Cristo, que sustentamos o testemunho do evangelho, possamos repensar sobre o nosso cristianismo, o cristianismo do século XXI, que quando comparado as primícias do cristianismo primitivo, torna-se tão vazio e leviano. Um contraste vergonhoso!
Contraste vergonhoso quando percebo "cristãos" com vergonha de carregar uma Bíblia publicamente; quando vejo "cristãos" lotando igrejas, não para honrarem a Cristo, mas para reivindicar bênçãos financeiras; quando vejo "cristãos" batendo a porta na cara de um pedinte; quando vejo "cristãos" assistindo programas de TV que fazem apologia ao adultério, as drogas e a fragmentação familiar, enquanto o diabo trabalha astutamente ceifando almas; quando vejo "cristãos" mercadejando a Palavra de DEUS, A Qual os mártires pagaram com a vida para que Ela sobrevivesse.
Minha oração é para que esse espirito do cristianismo primitivo possa nascer dentro de nós, para que possamos sair do conforto e comodismo deste século em prol daqueles que não conhecem a verdade, em prol dos necessitados, dos enfermos, dos famintos, dos oprimidos, e ainda que em parte, aliviar um pouco o julgo das diferenças sociais, raciais e intelectuais imposta sobre eles. Não podemos ficar estáticos e indiferentes aos sofrimentos, não somente daqueles que viveram antes de nós, como também aos que estão entre nós. E como disse Jesus: Aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço. João 14:12

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cristianismo ou mundanismo?


    É lastimável quando olho para o cristianismo do século XXI e percebo que ele baseia-se mais numa cultura sem DEUS do que na comunhão do Espírito Santo, pela diretriz e veracidade da Sua Palavra. Hoje, ser “cristão” virou moda. Se pesquisarmos em nossas cidades, 90% das pessoas afirmarão ser cristãs, no entanto, nunca conheceram a DEUS verdadeiramente e nem sabem se existe algum Espírito Santo que exorta e os direciona para um caminho de santidade. Também existem aqueles que se intitulam “cristãos” porque fazem parte de um grupo de jovens, que está mais interessado em encontrar com os amigos do que ouvir o evangelho e colocá-lo em prática a fim de edificar seu crescimento na verdade.
    Há aqueles que são “cristãos” dentro da igreja, mas das portas pra fora passam despercebidos, vivendo no mundo, falando como o mundo e cheirando ao mundo, quando eram pra exalar a boa fragrância de Cristo e serem reconhecidos pelo santo procedimento, sem a necessidade de falar!
    Há aqueles, que vivem um “cristianismo” apenas baseado em musicas e livros gospel, que na maioria das vezes, nem se quer mencionam o Nome de Jesus, e acabam deixando de lado O Livro Da Vida (a Bíblia), considerando-o ultrapassado e obsoleto. Enchem a boca para dizer que DEUS É AMOR, mas omitem para si mesmo que Ele também É FOGO CONSUMIDOR. Dt.4:24  Preferem ver a cruz como um símbolo que representa o quanto somos valiosos, mas não percebem que ela mostra o quanto somos depravados! Para quem pensa que eu estou equivocado, vamos às Escrituras:

    Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela. MT.7:13-14

    Como podemos ver, não somente a porta é estreita, mas o caminho é apertado. E o que isso significa? Significa que você não será salvo por fazer parte de um grupo jovem; que você não será salvo por se envolver em todos os eventos da sua igreja; que você não será salvo porque o seu pastor disse que você será; que você não será salvo porque fez uma oração ou professa O Nome de Jesus publicamente, porque nem todo o que Lhe diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos Céus, mas sim aqueles que fazem a vontade de Seu Pai que estás nos Céus. Mt.7:21 Você será salvo se entrar pela única porta que É Jesus Cristo e andar pelo caminho apertado (separado do mundo) que conduz para vida, o caminho da santidade mediante a ação transformadora do Espírito Santo.
  Um cristão genuíno abandona a pratica das velhas coisas, porque os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com suas paixões e concupiscências. Gl.5:24  É ridículo como muitos que se dizem “cristãos” (que até participam de cultos na igreja, falam de DEUS de uma maneira especial, são participativos nos eventos religiosos) nunca foram transformados verdadeiramente. Continuam a fazer coisas que DEUS ODEIA. Assistem a programas de tv que DEUS ABOMINA, “mas graças a DEUS eles são cristãos”! Porque ao comparar suas vidas com a dos outros “cristãos”, eles não vêem diferença. Escutam musicas mundanas, tem ídolos mundanos, frequentam lugares mundanos, usam roupas sensuais, sentam-se na roda dos zombadores, mas “graças a DEUS eles serão salvos, porque frequentam a igreja e agora são cristãos”.
    Se esse for o seu “cristianismo”, com a autoridade da Palavra de DEUS eu te digo: Você nunca foi um cristão nem tão pouco provou do Espírito Santo, mas todas as suas experiências não passaram de mera e débil emoção humana; seu coração está endurecido demais pra perceber a realidade das Escrituras, de que você, além de não ser um cristão, tem se declarado INIMIGO DE DEUS, porque os que são amigos do mundo constituem-se inimigos de DEUS. Tg.4:4 e por tal “cristianismo” o inferno anseia por esperar!
    O cristão genuíno vive num crescimento contínuo; ele anda pelo caminho apertado; ele abandona a pratica das velhas coisas; ele não vive mais para si mesmo, mas para Glória de DEUS em todo seu procedimento. Um cristão genuíno vive a realidade do Evangelho, ele não compara a sua vida com a dos outros “cristãos”, mas direciona seu caminho sob a Luz da Palavra de DEUS, que diz: Examinai-vos a vós mesmos, se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. 2 Co.13:5  Se essas palavras perturbaram você, seu problema não é comigo, mas com DEUS E A SUA PALAVRA. Se não, elas não perturbaram seu coração, isso não sinal para comemorar, porque enganoso é o coração mais do que todas as coisas. Jr.17:9 Mas pode ser um momento oportuno para comparar sua vida a Luz da Palavra de DEUS, e, se você estiver em falta com a verdade, que o Espírito Santo possa convencê-lo do seu pecado e trazê-lo de volta a realidade do Evangelho, a fim de que, o sacrifício de Cristo não seja em vão, mas honrado em sua vida, como deve ser na trajetória de um cristão genuíno. Que O Amor de DEUS, A Graça em Cristo e A Santidade do Espírito Santo seja convosco!

domingo, 20 de novembro de 2011

A assinatura de DEUS no coração da humanidade

                                      

    Entalhei esse titulo por contemplar os atributos irrefutáveis que, além de exigir um Criador, evidenciam seguramente a Sua existência pela complexidade e ordem inteligente na criação e manutenção de todas as coisas. Sendo assim, admitir a existência de DEUS não é isoladamente um ato de fé, mas um ato inteligentíssimo; é compreender e interpretar a linguagem do instinto natural que clama por DEUS dentro de cada ser humano.
    Todo ser humano tem um conhecimento inato e autoconsciente de DEUS; até mesmo o mais cético dos homens traz em seu íntimo, pela própria natureza, uma inclinação natural (sem esforço racional) para as coisas de DEUS; um senso moral que norteia sua existência, mesmo que ele não freqüente qualquer instituição religiosa ou educacional. Essa busca do ser humano por DEUS, desde os primórdios de sua existência, não corresponde a um ato de fraqueza como muitos intelectuais afirmam categoricamente, porque esse evento não é somente observado e reconhecido desde as tribos mais primitivas, como também, nas civilizações mais evoluídas em áreas educacionais e tecnológicas.
    Em meio a tantas evidências de um Criador, pela complexidade e ordem infalível de todas as coisas, da mesma forma como um relógio exige uma vida inteligente que projetou e concluiu a sua construção, o ato de negar a existência de DEUS é sinônimo de uma mente débil e falida. Uma vez que o sujeito não conhece nem a complexidade da sua própria mente, de como acontece à construção dos pensamentos ou em que tecido cerebral ocorre às emoções, ele não tem autoridade nenhuma para negar algo infinitamente maior que sua capacidade de compreensão.
    É deplorável como algumas pessoas negam a existência de DEUS de maneira tão convicta, quando na realidade, elas nunca conheceram todos os fenômenos do universo nem os limites da relação tempo-espaço, mas apenas observaram e formularam suas débeis convicções sem nunca sair da limitada redoma do tempo. Nota: Nossa galáxia, chamada Via Láctea, contém aproximadamente 400 bilhões de estrelas que são sóis, cada um com sua família de planetas. A estrela mais próxima fica a aproximadamente 150 milhões de km de distância. Estima-se que haja 100 bilhões de galáxias como a nossa, totalizando 40 sextilhões de estrelas ou sóis no espaço. Se cada sol for o centro de um sistema solar, há 40 sextilhões de sistemas solares e muitos outros planetas e satélites no espaço.
    Dentro desse cenário tão complexo e organizado, para negar a DEUS, o sujeito precisa fazer um esforço contra seu próprio instinto inato e contra toda a ordem dos eventos naturais que ocorrem, não só na natureza, como também no mundo animal, e esse ato está mais ligado ao orgulho e egocentrismo do que a filosofia ou uma mente inteligente, porque qualquer pessoa com uma inteligência medíocre reconhecerá que não tem dentro da esfera humana e das limitações da sua própria mente, autoridade intelectual para fazer tal afirmação.
    Até mesmo a nossa luta pela continuação da existência é uma forte evidência da obra de um Criador. A nossa insatisfação com a morte é a maior prova de que fomos criados para sermos eternos, porque se a morte fosse algo natural desde o principio, inerente ao ser humano, nós a aceitaríamos tranquilamente, mas sabemos que não é assim que acontece. As nossas lagrimas diante do caos da morte, colocam por terra qualquer teoria de evolução! Parece que há um vestígio de eternidade em nosso intimo, um anseio pela longevidade; não aceitamos morrer ou perder nossos entes queridos. A Bíblia diz que DEUS colocou a eternidade no coração do homem... (Ec.3:11) Portanto, a morte não veio de DEUS, mas foi conseqüência do pecado do próprio homem, o que explica a nossa insatisfação diante do fim da vida. O intrigante, é que esse fato (de que não estamos programados para morrer) também é observado pela ciência.  Todas as nossas células possuem uma memória genética que nos faz fugir de qualquer situação que põem em risco a integridade da nossa existência. O corpo libera mais insulina e faz desencadear uma serie de mecanismos metabólicos capacitando o corpo para lutar e fugir da situação de risco; o cérebro envia mensagens urgentes para o sistema circulatório; o coração acelera seus batimentos aumentando a pressão sanguínea a fim de levar mais nutrientes para a musculatura. Tudo para fugir do risco da morte!
    Como podemos observar, DEUS deixou Sua assinatura no coração da humanidade; seja pela inteligência espiritual decorrente da fé, ou pela inteligência intelectual decorrente da razão, fato é que DEUS Se faz presente, não só na natureza, mas também dentro de todos nós; por esse motivo, o apostolo Paulo, ao observar os atributos visíveis e invisíveis da existência de DEUS, não só chama a atenção dos insensíveis, como também reprova severamente a insensatez dos rebeldes:

  Porquanto o que de DEUS se pode conhecer é manifesto entre eles, porque DEUS Lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de DEUS, assim o Seu eterno poder, como também a Sua Própria Divindade, claramente se reconhecem, desde o principio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de DEUS, não O glorificam como DEUS, nem Lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Romanos 1:19 - 21